sexta-feira, 10 de julho de 2015

Missão cumprida


O Glória cumpriu sua missão em campo e, na mais disputada competição de todos os tempos, conquistou o título da Divisão de Acesso. Modestamente, o BloGlória também cumpriu a sua, procurando informar aquele que é como a gente: o torcedor. E é a ele, que acompanhou pelo blog os detalhes dessa campanha épica, que agradecemos pela companhia. A temporada 2016 vem aí: o ano do retorno ao Gauchão coincide com o 60º aniversário do Leão. Que sejamos capazes de construir um clube mais sólido, pronto para novos e maiores desafios. Que aquelas imagens de júbilo que testemunhamos sejam cada vez mais frequentes. Depende de nós. Um grande abraço em azul e branco a todos, e DÁ-LHE, GLÓRIA!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Altos: muito por fazer


Matéria na edição de ontem de Zero Hora destacou Décio Camargo, presidente do Glória. Entre outras coisas, como a eleição no clube – que deve ocorrer em setembro –, o dirigente falou sobre algumas mudanças necessárias na estrutura do Altos da Glória. Segundo ele, o gramado deveria ser substituído, assim como o sistema de iluminação.

Camargo falou certo, mas não falou tudo: a rigor, o estádio precisaria de uma reforma completa. As cabines para o trabalho da imprensa são poucas e pequenas, e a posição para a câmera de tevê talvez seja a pior entre os clubes do Gauchão. A visão do público é deficiente em boa parte das arquibancadas, com as vigas de sustentação da cobertura atrapalhando bastante. Os banheiros, escassos. A torcida do adversário fica confinada em um canto sem saída, um perigo em caso de confronto. Enfim, fôssemos parar para pensar, haveria muito, mas muito por fazer no Altos. Num mundo ideal, ele viria abaixo para que um novo fosse construído. Mas isso está longe de ser possível.
 
 

O tri de Eugênio Marques


Atual vice de Relações Públicas, Eugênio Marques comemora seu terceiro acesso como dirigente gloriano. Em 1988, era 1º vice-presidente; em 2002, vice de Administração.
 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Galvão: “Torcida foi responsável pela vitória”


Campeão da Segundona 2015 pelo Glória, o técnico Jair Galvão concedeu entrevista ao vivo ao programa Esporte & Cia., da Rádio Gaúcha, enquanto participava da festa de confraternização pelo título que avançou pela madrugada desta terça-feira.

O comandante gloriano destacou a qualidade de todas as equipes da competição, especialmente as finalistas. Elogiou a capacidade defensiva do Brasil e os técnicos do Guarani, Fabiano Daitx, e do São Gabriel, Gélson Conte. Para ele, o time da Fronteira foi o adversário mais difícil da fase final, e que as vitórias sobre ele – especialmente a conquistada em Vacaria – foram o grande diferencial para o título. “Gélson Conte é um técnico que sabe falar o que o jogador precisa ouvir”, observou.

Galvão disse que não foi fácil controlar a ansiedade e o nervosismo durante a decisão, pois o título era aguardado há muito tempo em Vacaria. Mas que ficou confiante ao olhar para a arquibancada: “Quando o pessoal do Guarani viu a torcida enlouquecida no estádio lotado, sentiu que a dificuldade seria imensa. O Glória jogou muito no 1º tempo e o Guarani teve a sorte de conseguir o pênalti. Pensamos que tudo poderia se complicar, mas não aconteceu: ao ver que o time poderia ficar fragilizado, a torcida deu sua contribuição, e ela foi a responsável pela vitória”.

Sobre o grupo, afirmou que houve um “respeito mútuo” que facilitou o trabalho. “Eles entraram para a história do clube. Todos devem ser saudados. Com inteligência e dedicação, superamos todas os obstáculos”, comemorou.
 

domingo, 5 de julho de 2015

Aos que resistiram


A conquista do título da Divisão de Acesso pelo Glória encerra um longo ciclo de humilhações à sua torcida. Só mesmo aquele que realmente acompanhou o clube durante todos esses anos sabe do que está se falando. Foi esse torcedor que, nos últimos instantes do clube na primeira divisão, em 2007, viu o time ser atropelado pelo freguês Veranópolis em casa. Foi ele, também, que encarou a dor da profunda decepção de 2009, quando uma equipe que tinha tudo para subir acabou sucumbindo. E esse torcedor suportou também o vexame daquela derrota de virada para o Panambi, em 2012. Mas não há mal que sempre dure, e esse gloriano perseverou. E de perto, de longe ou seguindo a equipe nos périplos pelo Rio Grande, viu a sua esperança se concretizar.
 
Hoje, o estádio lotou, e muitos comemoram, provando que a vitória tem muitos pais. Mas para aquele que não é torcedor de ocasião, e matou no peito tudo o que aconteceu nesses oito anos, o sabor é muito, mas muito mais especial: é ele que, legitimamente, irá para a Moreira Paz, bandeira ao vento e grito de guerra na garganta, desfilar seu orgulho por pertencer ao Leão da Serra. Comemora, comemora muito, torcedor! Tens a fibra dos reais vencedores!

  

* Dedicado a Fábio Martins.  

Eles também participaram


Onze jogadores não ganham nada: para vencer, é preciso contar com um bom grupo. E em um campeonato em que lesões e suspensões são uma constante, o Glória soube montar um grande elenco de apoio. Alguns jogaram pouco, outros nem tiveram a oportunidade de entrar em campo. Mas todos, em um momento ou outro na temporada, contribuíram com seu trabalho para o título. Então, é mais do que justo lembrá-los: Betinho, Cristian, Diego Flores, Rafael Deon, Rafael Lima, Vinícius Chimbica, Carlinhos, Fernando Sena, Ricardo, Andrei e Vandinho. Que ninguém tenha sido esquecido.
 

Guto voltou no finalzinho


A expectativa da torcida vacariense era que a dupla Alê Menezes e Guto repetisse o sucesso do ano passado. Alê manteve o nível, enquanto Guto se viu às voltas com uma lesão que o tirou do time desde o começo da 2ª fase. Voltou ao time na última partida, a tempo de participar da festa do título.
 

Felipe Klein marcou “o” gol


Dia 24 de junho, Vacaria: Glória contra o São Gabriel, o gramado ruim e o desfalque definitivo de Alê Menezes no ataque. Tudo parecia perdido até os descontos da segunda etapa, quando Felipe Klein empurrou a bola para a rede e garantiu a vitória por 2 a 1. O gol, nascido do fundo de nosso desespero, foi a senha para a arrancada gloriana rumo ao título. O gol mais importante. O gol de Felipe Klein.
 

Abu teve participação discreta


Junto com Ronaldinho e Felipe Klein, Júlio Abu foi um dos jogadores que disputaram o Gauchão contratados pelo Glória para a sequência da Segundona. Acabou sendo mais um jogador de grupo, embora tenha começado algumas partidas como titular.
 

Marcelo Rincón foi titular quase até o fim


Marcelo Rincón formava a dupla de volantes com Émerson Dantas no começo do campeonato. Com este fora do time após um acidente, ganhou a companhia de Maiquel. Rincón seguiu tranquilo na equipe até a recuperação de Dantas. Jair Galvão gostou do que viu, preferiu Maiquel e Émerson Dantas à frente da zaga e ele foi para a reserva. Mas não deixou de ser importante por isso.
 

Émerson Dantas superou acidente


O volante Émerson Dantas começou a temporada como titular. Mas um acidente de trânsito após a estreia contra o Santo Ângelo resultou em uma fratura no braço que o tirou da equipe por um longo tempo. Recuperado, reassumiu seu lugar ao final da 2ª fase. Na partida final, contudo, deu lugar a Germano.
 

O dono da 5


O volante Maiquel foi um dos atletas mais regulares de toda a campanha. Mesmo jogando em uma posição em que as suspensões são uma constante, participou de 23 das 28 partidas da equipe. Começou na reserva, mas não demorou a se tornar o dono da 5 do Leão.
 

O nome da discórdia


Ronaldinho, o Ronaldinho Gramadense, chegou a Vacaria após disputar o Gauchão pelo União. Chegou, mas não jogou: o técnico Carlos Moraes manteve Guerra na lateral-esquerda, a despeito das preferências do escalão superior. Demitido, Moraes não perdoou: disse que a diretoria havia relevado um caso de indisciplina do atleta. Coincidência ou não, bastou Jair Galvão assumir para que o jogador passasse a ser escalado no time titular. E foi nele que Ronaldinho concluiu a temporada, marcando de pênalti o gol que abriu a vitória gloriana no jogo do título.
 

Guerra acabou sobrando


O dono da lateral-esquerda do Leão era Guerra. Isso, até Ronaldinho desembarcar no Altos da Glória. Sem querer, viu-se no meio da guerra – sem trocadilho – entre a direção e a comissão técnica pela escalação do recém-chegado. Com Jair Galvão no comando, deixou o time titular aos poucos.

Multitarefa II


Zagueiro, Vagner também foi escalado na lateral-direita e como volante durante a competição. Apesar da versatilidade, não se firmou como titular em nenhuma das três posições. Mas mostrou ser aquele tipo de jogador que tem lugar em qualquer elenco, atuando em 20 das 28 partidas do Leão.
 

Multitarefa


Zagueiro e lateral-esquerdo: Wagner Freitas se revezou nessas duas posições durante boa parte da Segundona. No começo, era mais uma opção, mas com o tempo conquistou seu lugar no time titular.
 

Gil aproveitou a chance


O zagueiro Gil não venha sendo muito aproveitado até o momento da troca do comando técnico. Quando Jair Galvão passou a utilizar três zagueiros, assumiu no time titular e não saiu mais. Fosse qual fosse o esquema.
 

O zagueiro mascarado


Douglas Alemão compôs a dupla de zaga com Danilo Mendes até o jogo contra o Brasil-Far no Altos, em 17 de maio, quando sofreu uma fratura na face. A previsão inicial é de que ele não voltaria à competição, mas um mês depois já estava na ativa, utilizando uma máscara protetora. No decisivo Clássico Serrano da última quarta, atuou à frente da defesa substituindo Maiquel e se saiu muito bem.
 

Danilo Mendes comandou a zaga


Danilo Mendes foi o comandante da zaga gloriana, participando de 21 dos 28 jogos da campanha. E também fez gols: dois. O mais marcante no empate no Clássico Serrano de 8 de junho, em Farroupilha, quando empatou o jogo aos 49 do segundo tempo.
 

Revezamento na lateral-direita


Luiz Felipe e Luiz Fernando se revezaram na lateral-direita do Glória durante boa parte da competição. O primeiro começou como titular, mas uma lesão deu chance para que o segundo assumisse a vaga. E entre lesões, suspensões e opções do técnico, os dois seguiram assim quase até o final da competição, quando Luiz Felipe ganhou em definitivo a camisa 2.
 

Uma revolução no gol


O Glória sempre apostou em goleiros experientes. Em 2015, essa prática foi subvertida com Anderson, 24 anos, e Simão, 22 anos recém-completados. Nem por isso o time saiu perdendo, muito pelo contrário: ambos demonstraram um bom nível. Anderson era homem de confiança de Carlos Moraes e foi titular durante a maior parte do tempo. Mas bastou se ausentar por uma partida – justo quando Jair Galvão assumiu a equipe – para que Simão assumisse a camisa 1 para não largar mais. E o jovem goleiro foi decisivo, especialmente na fase final. Com juventude e competência, revolucionaram a história do gol do Leão.
 

O jovem decano gloriano


Germano foi titular absoluto com Carlos Moraes como técnico. Com Jair Galvão, acabou na reserva em alguns jogos, mas continuou sendo importante e escalado para a partida decisiva. Não deixou por menos: anotou o segundo gol da vitória gloriana sobre o Guarani-VA, coroando uma grande temporada. Aos 21 anos, já é um veterano: defendeu o Glória em 55 jogos oficiais, e é quem mais vestiu a camisa do Leão no atual elenco.
 

O maestro


Muitas das jogadas que terminaram em gol do Glória neste ano passaram pelos pés de Luiz Carlos. O meia já havia passado pela Militar em 2014, e deixou tão boa impressão que foi um dos primeiros a ser confirmados pelo clube para a atual temporada. Mas ele não se limitou às assistências: marcou quatro vezes e finalizou em terceiro na artilharia gloriana.
 

O 12º jogador


Junto com Germano, Jajá foi quem mais atuou na vitoriosa campanha deste ano: 25 participações. Nada mau para quem, com muito profissionalismo, aceitou ser reserva de Alê Menezes sendo também um grande goleador: apesar de começar no banco a maioria das partidas, marcou nove vezes. Foi o 12º jogador da equipe.
 

O artilheiro


Alê Menezes já havia feito história na Militar em 2014 ao ser o artilheiro da Segundona pelo clube. Por opção, segundo ele mesmo confessou, retornou ao Altos da Glória em 2015. Em campo, o veterano atacante apenas confirmou seu futebol e empilhou gols, onze (foram doze, mas...). Na reta final, no jogo contra o Brasil-Far em Vacaria, sofreu uma grave lesão no joelho que o impediu de manter a liderança – acabou ultrapassado por Paulinho, do Guarani-VA. Mas entra para a história do Leão da Serra como um dos maiores jogadores que já passaram pelo clube.
 

Da estreia à decisão, muitas mudanças


Da equipe titular da estreia contra o Santo Ângelo, em 28 de fevereiro, apenas Luiz Felipe, Danilo Mendes, Germano e Luiz Carlos começaram contra o Guarani-VA. Apesar das mudanças, o título veio. Sinal da qualidade do grupo.
 

Um desafio para o futuro


Para 2016, a prioridade do Glória é se manter no Gauchão. Mas o clube precisa encarar o fato de que os regionais estão condenados e, cedo ou tarde, serão extintos. Diante dessa realidade, o desafio será apostar em um projeto de disputa de competições nacionais regulares. Não acho que seja algo impensável: Oeste-SP e Salgueiro-PE são exemplos de times de cidades menores e menos expressivas economicamente do que Vacaria e que há anos disputam as séries B e C do Brasileiro. Por aqui, Ypiranga, Lajeadense e Novo Hamburgo já trabalham de forma a viabilizar a conquista e manutenção de vagas em competições nacionais. É o caminho da sobrevivência.
 

O novo desafio


Vencido o desafio de ser campeão da Segundona, o Glória passa a encarar outro: manter-se na primeira divisão. Assim como neste ano, serão três os rebaixados também na próxima temporada. Felizmente, há bastante tempo para planejar o trabalho. E ele começa com uma avaliação criteriosa do atual grupo de jogadores, para ver quem tem condições de permanecer. Depois, partir para a análise do mercado.
 

Eles não gostaram!


Os glorianos vibram com a vitória do seu time, mas há quem chore: a RBS TV Caxias e Luiz Carlos Reche. A primeira, porque terá, sim, que viajar até Vacaria para cobrir os jogos do Leão; o segundo, porque é um invejoso que sempre tira sarro do clube e da cidade quando tem chance. Sinto muito: vão ter que nos engolir!
 

“Tô voltando!”


Lembrei desta música, chamada Tô voltando! e muito conhecida na voz da Simone. Gosto muito da forma como ela vai num crescendo e, na conclusão, se derrama em alegria. Acho que ilustra bem o espírito do dia de hoje para nós todos: afinal, o Glória está voltando!

 
Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando


Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando

Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando

Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu tô voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, iá, porque eu tô voltando!
 

Eleição


O clube tem eleição prevista para o final do ano, quando se encerra o mandato de Décio Camargo. Ele, logicamente, só não permanece se não quiser.
 

Camargo colhe os louros após polêmica


Décio Camargo foi eleito por consenso para a presidência do clube no final de 2012, evitando uma inédita disputa no voto entre outras duas candidaturas. Desde então, faz um trabalho que vem devolvendo a autoestima à torcida, depois de anos de revezes. Seu prestígio, porém, sofreu um abalo em maio, quando demitiu o técnico Carlos Moraes, algo reprovado por boa parte dos glorianos. Mas o dirigente seguiu sua convicção e, ao final de tudo, colheu os louros da sua decisão.

Carlos Moraes igualou recorde


Muito do mérito pela conquista do título pertence a Carlos Moraes, técnico que começou o trabalho e inclusive igualou o recorde histórico de sete vitórias consecutivas. Porém, desentendimentos com a direção culminaram com sua demissão no início da 2ª fase. Ao todo, dirigiu a equipe em 16 jogos, com nove vitórias, três empates, quatro derrotas e um aproveitamento de 62,5%.
 

Jair Galvão superou a desconfiança


Jair Galvão teve um duplo desafio ao assumir a direção do time, em maio: conhecer rapidamente o grupo de jogadores e superar o clima adverso, pois parte da torcida não aceitava a saída de Carlos Moraes, seu antecessor. Além disso, trabalhara pela última vez no Tupi, que escapou por pouco do rebaixamento. Galvão estreou em 20 de maio, contra o Panambi. Jogo difícil: o primeiro tempo terminou com o time perdendo e sob vaias. Mas o Glória reagiu, venceu por 3 a 1 e o técnico ganhou fôlego. Mexeu no time titular e utilizou vários esquemas táticos, inclusive um 3-6-1 inédito em Vacaria. Depois de 12 jogos, sete vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, comemora com muita justiça seu bi na Segundona: já havia promovido o São Luiz em 2005.
 

A fórmula do sucesso


O título gloriano se explica em boa parte pela continuidade: nunca, desde que o clube voltou à Segundona, tantos atletas foram mantidos de uma temporada para outra como neste ano. Com um grupo em boa parte já entrosado, o trabalho ficou facilitado.
 

Números


O Glória disputou 28 jogos na Segundona 2015, vencendo 16, empatando sete e perdendo cinco. Marcou 42 gols e sofreu 23.
 

 

GAUCHÃO 2016, AÍ VAMOS NÓS!


O Glória é o campeão da Divisão de Acesso de 2015! Numa jornada histórica, diante de uma torcida que desafiou a tarde gelada em Vacaria e lotou o Altos, derrotou o Guarani-VA por 2 a 1 e conquistou o título da Segundona. Foi o ápice de uma campanha arrasadora em alguns momentos, sofrida em outros, mas que finalizou com o triunfo gloriano e o retorno à elite após oito anos de ausência, na que foi a mais acirrada disputa de todos os tempos na Segunda Divisão.

Com o adversário precisando da vitória a qualquer custo, era de se esperar que o Guarani partisse logo para o ataque, mesmo fora de casa. Mas foi o Glória que, de cara, quase abriu o marcador com Vinícius Chimbica. A pressão continuou e Felipe Klein sofreu falta dentro da área. Pênalti, que Ronaldinho cobrou e converteu aos 11 minutos.

O Leão seguiu dominando a primeira etapa, sem dar chances para que o perigoso atacante Paulinho se aproximasse da sua meta. Aos 38, nova chegada do Glória e Germano aproveitou a falha da defesa do Guarani para deslocar o goleiro Rodrigo e fazer a Avenida Militar explodir de vez com o segundo gol. A alegria só aumentou quando, da Fronteira, veio a notícia de que o São Gabriel derrotava o Brasil-Far, ampliando ainda mais a vantagem vacariense em relação aos adversários.

Logo no início do segundo tempo, mais um pênalti, desta vez para o Guarani. Simão chegou a tocar na bola, mas não evitou que Paulinho marcasse seu 13º gol na Segundona. Poderia ser o início de uma reviravolta, mas o dia era mesmo do Glória, que soube segurar o resultado a seu favor e garantir o título. Em 2016, no ano de seu 60º aniversário, o Leão da Serra está de volta à elite do futebol gaúcho!

O time campeão: Simão; Luiz Felipe, Gil, Danilo Mendes e Wagner Freitas; Maiquel, Germano (Douglas Alemão), Luiz Carlos e Ronaldinho; Felipe Klein (Guto) e Vinícius Chimbica (Júlio Abu). Técnico: Jair Galvão.

No outro jogo da rodada, São Gabriel 2x1 Brasil-Far.
 
 
Classificação final:
 
GLÓRIA: 12
2º Guarani-VA
Brasil-Far: 8
4º São Gabriel: 4
 

É hoje o dia da alegria?


Glória e Guarani-VA: neste domingo, às 15h30, no Altos.


Invicto contra o Guarani no Altos


Desde 1991, Glória e Guarani-VA jogaram 13 vezes no Altos e o Leão jamais perdeu: sete vitórias e seis empates. Na última, em 11 de maio de 2011, Glória 2 a 1, gols de Vinícius Chimbica e Alejandro Correa Rodríguez. Time: Cristiano Taffarel; Xipote, Acácio (Douglas Touchê), Léo e Jean Marcelo; Márcio, Jean, Correa Rodríguez e Felipi Correa (Cassiano); Lourival e Vinícius Chimbica (Diego). Técnico: André Luís.
 

Hashtag

 
Que ao final do dia a hashtag #gloriacampeao esteja entre os trend topics.

sábado, 4 de julho de 2015

Problemas


O grande problema para o Glória neste domingo é: como vencer sem seus dois maiores goleadores, Alê Menezes e Jajá? E, ainda: como parar Paulinho, o artilheiro da Segundona? Se conseguir resolvê-los, o título dificilmente escapará.
 

Premiação


Um assunto que sempre cerca as decisões: a premiação. Tomara que o Glória tenha acertado tudo com os jogadores, e com bastante antecedência. O combinado não é caro.
 

Sem taça?


Como o Brasil-Far ainda pode chegar ao título, se o campeão sair do jogo de Vacaria, acredito que não haverá a entrega da taça, ao menos não a oficial da FGF. Agora, se o Glória vencer e o caneco estiver lá pelo Altos, festa completa!
 

Arbitragem


Glória e Guarani-VA terá a arbitragem Fifa de Anderson Daronco, auxiliado por Marcelo Barison e Júlio César dos Santos.
 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Camargo: “Uma grande festa”


Em entrevista à Rádio Guaíba ontem à noite, o presidente do Glória, Décio Camargo, disse esperar “uma grande festa” para domingo. O dirigente ressaltou a hospitalidade com que os adversários são recebidos em Vacaria e que com o Guarani-VA não será diferente.
Quanto à expectativa, Camargo admite estar ansioso, mas explicou: “É ansiedade por uma coisa boa”.

Foto caprichada


Se o Glória for campeão, espero que façam uma foto legal dos vencedores. Não aquela de antes do jogo, com uma dúzia de papagaios de pirata ao redor. Uma foto produzida, feita no dia seguinte, com os atletas, a comissão técnica, a diretoria e ninguém mais. Uma imagem para a história.
 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A 90 minutos do título


O Glória está a 90 minutos do título da Segundona 2015! Jogando em Farroupilha na noite de ontem, o Leão ficou no “oxo” com o Brasil e manteve a liderança, ajudado pelo tropeço do Guarani, que só empatou em casa com o São Gabriel (1 a 1) e perdeu a chance de chegar à ultima rodada em vantagem.

A rodada decisiva, no próximo domingo: GLÓRIA x Guarani-VA e São Gabriel x Brasil-Far.


Classificação:
 
GLÓRIA: 9
2º Guarani-VA
Brasil-Far: 8
4º São Gabriel: 1

Grande notícia


Tão bom quanto o empate do Leão nas Castanheiras foi o do Guarani no Edmundo Feix. O Glória chega à decisão com um fator de pressão a menos, que seria começar a partida em desvantagem na pontuação.
 

O que serve ao Glória


O Glória chega em situação privilegiada à ultima rodada: além de liderar, decide tudo em casa, diante da torcida. A vitória garante o título. Se empatar, precisará torcer por empate ou derrota do Brasil-Far contra o São Gabriel.
 

O desfalque


Jajá recebeu o terceiro cartão amarelo no Clássico Serrano e não joga no domingo. Um grande desfalque para um time que já perdeu Alê Menezes. O Glória vai para a decisão sem seus dois principais artilheiros. E precisando de gols.